

Quem manda na língua
O poder de nomear e os impactos da linguagem
Você já se perguntou quem inventa as palavras que usamos todos os dias? Já pensou em criar uma palavra nova para descrever um sentimento fugaz ou dar um apelido a um objeto cotidiano que capture sua essência melhor que o nome oficial? Dar nome às coisas é produzir existência, visibilidade e pertencimento.
Para pessoas surdas, os sinais carregam essa função. A partir de exemplos de neologismos da Linguagem Brasileira de Sinais (Libras), você vai perceber o quão poderosa é a linguagem na construção do mundo social.

08
ABR
Hadassa Santos
Letras / UFJF
Doutora e Mestra em Linguística e Língua Portuguesa pela PUC-MG. Professora do Programa de Pós-Graduação em Linguística e Professora Adjunta no Departamento de Letras Estrangeiras Modernas da UFJF. Coordenadora da Especialização em Educação de Surdos e Ensino de Libras. Autora do livro "Que sinal é esse? Neologismos em Libras no ambiente acadêmico". Pesquisadora no campo da Linguística das línguas de sinais, com foco nos aspectos foneticos-fonologicos e suas interfaces.

Ela mereceu?
Engrenagens psicológicas que sustentam a violência de gênero
Você já parou para pensar em como um "comentário bobo" ou um estereótipo de gênero pode estar conectado à aceitação da violência na nossa sociedade? A violência de gênero no Brasil não se mantém apenas por atos físicos, mas por um conjunto invisível de ideias que a tornam "aceitável" para muitos. Com base em uma pesquisa com 1.400 brasileiras e brasileiros, vamos conversar sobre como o sexismo e os estereótipos de gênero não são apenas opiniões isoladas, mas engrenagens de um sistema que sustenta e legitima e violência de gênero.

19
MAR
Monique Ferreira
Psicóloga / UFJF
Psicóloga, Doutora e Mestra em Psicologia. Especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental. Docente da Graduação em Psicologia do Centro Universitário de Valença. Membro e pesquisadora do Núcleo de Estudos em Violência e Ansiedade Social do departamento de Psicologia da UFJF. Psicóloga Clínica pela abordagem da Terapia Cognitivo - Comportamental.

Canetas emagrecedoras
Obesidade, Estigma e Perspectivas Futuras
Inicialmente desenvolvidas para tratar diabetes, as chamadas “canetas emagrecedoras” se popularizaram por serem capazes, também, de causar drástica diminuição de peso com praticamente nenhum efeito colateral grave.
O impacto foi tão grande, que está causando mudanças profundas na saúde das populações, no consumo, nos mercados clandestinos e na percepção das pessoas sobre a obesidade.
Mas qual será o verdadeiro impacto das canetas a longo prazo? Estamos diante da cura da obesidade e os problemas que dela derivam? Será que o preconceito com pessoas gordas irá diminuir ou irá se aprofundar ainda mais? As canetas estão proporcionando mais saúde ou reforçando a ditadura do corpo perfeito e separando ainda mais quem pode de quem não pode pagar por esse tratamento?
Neste bate papo, uma endocrinologista, uma nutricionista e uma enfermeira conversam sobre medicamentos para emagrecimento, obesidade e todas as suas nuances, o estigma contra as pessoas gordas e as perspectivas futuras desse tema.
26
MAR

Danielle Guedes
Medicina / UFJF
Residência médica em Endocrinologia e Metabologia na Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte. Especialista em Endocrinologia e Metabologia pela SBEM. Mestrado e doutorado em Saúde pela UFJF. Professora associada do departamento de Clínica Médica da UFJF. Responsável técnica pelo Serviço de Endocrinologia e Metabologia do HU/UFJF.
Deíse Oliveira
Enfermagem / UFV
Enfermeira. Docente do Departamento de Medicina e Enfermagem da UFV. Doutora em Ciências da Saúde pela USP. Pesquisadora na área da saúde coletiva. Há 5 anos tem se dedicado a estudar qualitativamente pessoas com sobrepeso e obesidade. Coordena um projeto de extensão universitária que aborda sob uma perspectiva integral e grupal as pessoas com sobrepeso/obesidade atendidas na microrregião de saúde de Viçosa.
Raquel Vitorino
Nutrição / UNIRIO
Nutricionista formada pela UNIRIO, com mestrado em Saúde Coletiva pelo PPGSMC IFF/FIOCRUZ e doutoranda no mesmo programa. Atua como nutricionista clínica e coordenadora da pesquisa clínica "Avaliação dos Impactos de uma Intervenção Multidisciplinar na Melhora dos Parâmetros Clínicos de Pacientes com Obesidade e Síndrome Metabólica". Sua expertise abrange saúde coletiva, nutrição clínica e intervenções multidisciplinares, baseada em evidências.




